Chipart é uma marca já reconhecida no mercado de informática e produtos para computadores, que ficou um longo período fora do ar. A marca foi adquirida por uma nova empresa, que precisava de uma loja inteiramente nova para reativar a operação. Executei esse projeto com autonomia total, por todas as etapas de UX e UI: descoberta sem usuário, benchmark competitivo, arquitetura da informação, validação com proxies, design de interface, design system e teste de usabilidade. A solução foi estruturada e documentada no Figma, com especificações e componentes preparados para orientar o time de desenvolvimento da Chipart durante a implementação.
Reativar uma marca conhecida é diferente de lançar uma marca nova. Existia reconhecimento de nome no mercado, mas nenhuma base de usuários ativa, nenhum histórico de comportamento e nenhuma loja em produção para servir de referência, já que a operação anterior estava desligada havia muito tempo. O desafio era grande: entregar uma experiência de compra à altura da reputação que a marca já carregava, e tomar decisões de UX e UI sem dado real de uso, apoiado por pesquisa indireta e validação com proxies em vez de comportamento observado.
Sem uma base de usuários ativa para pesquisar, a descoberta foi construída a partir de fontes indiretas de sinal:
Esses sinais foram consolidados em uma proto-persona: uma hipótese estruturada de usuário, não uma persona validada com entrevistas próprias.
| O Comprador Técnico (proto-persona) | |
|---|---|
| Perfil | Monta ou atualiza o próprio PC, pesquisa preço e especificação antes de decidir, pode já reconhecer o nome Chipart |
| Objetivos | Encontrar o produto certo rápido, confiar na informação técnica exibida, confirmar que a loja reativada é séria |
| Dores | Navegação confusa entre categorias técnicas, dificuldade de comparar produtos, desconfiança em lojas recém reativadas |
Organizei a navegação por categoria de produto (placas de vídeo, periféricos, componentes, PCs montados), com uma hierarquia mais direta entre a home e a página de produto. Antes de qualquer decisão visual, wireframes de baixa fidelidade validaram a estrutura de cards, filtros e a posição das informações técnicas mais importantes na ficha de produto.
Sem clientes reais para testar, validei as decisões mais arriscadas com métodos que não dependem de uma base existente: teste de cinco segundos com compradores de hardware fora da base, para medir clareza da proposta de valor e a primeira impressão da marca reativada; tree testing para confirmar se a estrutura de categorias fazia sentido antes de desenhar qualquer tela; e protótipos clicáveis no Figma testados com o time comercial da nova empresa, simulando as jornadas de compra mais comuns, da home até o checkout.
Defini a hierarquia visual, a tipografia e a composição de cada tipo de tela (home, categoria, produto, checkout), priorizando compatibilidade e especificação técnica na ficha de produto e caminhos diretos até as principais ações do usuário. O direcionamento visual buscou transmitir a solidez que o nome Chipart já carregava, sem parecer uma loja recém aberta e sem histórico.
Botões, cards, formulários e ícones foram tratados como componentes reutilizáveis desde o início, não como elementos desenhados um a um. Um sistema de cores harmônico e tipografia consistente foi aplicado em todas as telas, reduzindo a chance de inconsistência visual conforme o time interno lançasse novas páginas depois da minha entrega.
Depois das telas em alta fidelidade, conduzi sessões de teste de usabilidade com o protótipo navegável, pedindo para participantes completarem tarefas reais: encontrar um produto específico, comparar duas opções e concluir o fluxo de compra. Os pontos de travamento observados nessas sessões geraram os últimos ajustes de nomenclatura, posicionamento de filtro e hierarquia antes da entrega final ao time de desenvolvimento.
*Estimativas com base na comparação entre o volume de telas produzidas antes e depois da adoção do sistema de componentes, não medidas por ferramenta de tracking formal.
"Trabalhar com Diego Trevisan foi uma experiência incrível. Sua expertise em UI Design, domínio do Figma e habilidades em web design elevaram a experiência dos clientes da Chipart e Compragamer, tornando os sites mais funcionais e atrativos."
Gilmar Vasconcelos Filho, CEO na ChipartReativar uma marca com nome conhecido, mas sem base de usuários ativa, exige equilibrar dois riscos ao mesmo tempo: não desperdiçar a reputação que a marca já tinha, e não deixar a falta de dado real travar as decisões de design. Executar esse projeto com autonomia total, da descoberta ao design system, reforçou que validação com proxies (benchmark, teste de cinco segundos, tree testing, teste de usabilidade com protótipo) não substitui dado de uso real, mas é o que existe disponível quando não há uma loja em produção para observar, e foi suficiente para sustentar decisões de arquitetura e interface com confiança razoável antes do lançamento.
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